Nas trilhas da Komunikologia

13/10/2015

Voltando no espaço e no tempo, é possível lembrar do vento. Ventos quando ainda haviam matas e florestas. Ventos que entravam em matas fechadas, procurando espaços entre as arvores de matas e florestas, para então chegar em um outro lado, ou chegar em espaços fechados, mas abertos em clareiras, um espaço amplo para uma meia volta do vento. Um lugar para parar, descansar e sair em busca de outros caminhos. Traçando caminhos de vento, esgueirando-se entre as arvores.

E o homem daquele tempo seguiu os passos do vento, em busca de seus próprios caminhos, para se embrenhar nas florestas densas, em busca de caças, sementes, frutos e outros alimentos. Com o tempo, e com o caminhar dos elementos, eles iam deixando marcas pelo caminho, tal como o vento. Marcas que aumentaram com o tempo, amansaram as matas, e matos rasteiros, criando as primeiras trilhas. Passos sequenciais que marcaram um espaço, uma trilha, um caminho demarcado com o tempo. E outros elementos que não eram desbravadores, foram beneficiados por um caminho já traçado, já explorado e com destinos determinados. Mas não havia placas pelos caminhos.

Ainda não chegara os tempos das placas, mas havia informações pelo caminho. O homem daquele tempo, vivia em busca de informações que encontrava pelo caminho, pelas trilhas criadas. Sinais informativos que não estavam em placas. Ouviu cantos de pássaros, e sons de insetos diversos. Viu o caminho das formigas, que deixavam marcas invisíveis pelo caminho.

Hoje pistas e avenidas são abertas e construídas, nas cidades formigueiros. E agora as informações são deixadas em placas. Placas e faixas ao longo da avenida para alertar os motoristas que vem atrás, com destinos já pesquisados. Sinais de alerta e sinais de perigos. Sinais para outras formigas. Formigas mais lentas e formigas mais frágeis, diante os carros de lata, construídos sobre uma estrutura de aço.

Os homens tecnológicos com pesquisas em laboratório, pesquisaram e encontraram uma substancia eliminada pelas formigas, um produto químico, deixado pelas formigas em seus caminhos. Dizem os pesquisadores com estratégica cômica, que é um produto químico, enfim um elemento químico identificado, com uma formula bem pequenininha, para caber dentro das formiguinhas. O ácido fórmico ou feromônios não importa, mas é um composto químico pesquisado em laboratórios. O homem tecnológico saiu em busca de provas, que o convencessem, um autoconvencimento pelos seus próprios argumentos. Criou a química e definiu formulas, químicas orgânicas e inorgânicas.

E ficou uma lição deixada pelas formigas. Deixar uma informação pelo caminho, para que outras formigas possam seguir a mesma trilha que levam a um lugar pesquisado pelas formigas que vão a frente, e identificaram um lugar com mantimentos necessários e suficientes.

Com ácido ou sem ácido, cada um entre o homem e as formigas, deixaram marcas pelos caminhos, para que outros pudessem seguir uma mesma trilha. Trilhas com marcas químicas ou visuais, trilhas aromáticas ou virtuais. Os escoteiros seguindo várias trilhas, criaram marcas para serem deixadas pelos caminhos. Marcas com gravetos para que os escoteiros que seguem atrás, possam saber as direções tomadas pelo grupo que segue a frente. Até aqui, homens ou formigas, escoteiros ou excursionistas criaram e traçaram trilhas. Caminharam pelas trilhas carregando o que poderiam carregar com sua própria força. E o homem criou outros elementos para transportar pertences e mercadorias como: bolsas, sacolas e mochilas, adaptáveis a sua força e anatomia. Com outros tipos de transportes criou outros equipamentos, e novas placas e marcas.

 

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Roberto Cardoso
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