Sobre água e cidadania
Hidro + água = Hidrocidadania

26/11/2016

Os antigos já identificaram quatro elementos: água, terra, fogo e ar. Os elementos que determinavam a vida, a existência das coisas e dos seres vivos. Elementos que o homem sempre tentou dominar e possuir. Portando uma tocha, um punhado de terra, com as mãos em concha, respirando e não permitindo que outro respire. Criou vasilhas, instrumentos e utensílios, com os elementos e para os elementos. Começou uma práxis. Usou os elementos como uma posse e um poder. Dissimulou seus usos.


O homem a partir do momento que passa a ser nômade, teve sua primeira preocupação, encontrar água pelo caminho. Água para matar a sede, água para se refrescar em um banho. E uma reserva de água onde pudesse pescar e caçar uma presa, que viesse ao local para beber da  água. Água com pequenos animais, alguns crustáceos, e insetos comestíveis. Uma vegetação próxima que oferecesse frutos. Na travessia de um deserto a escala seria um oásis. Nas grandes navegações era necessário um suprimento de água.


A formação de uma vila e de um povoado, aconteceu principalmente se houvesse água disponível, para a sobrevivência e o permanecimento dos que ali se instalavam. Água de rios, cacimbas ou poços. As primeiras cidades começaram em volta de um poço, castelos já foram cercados de um fosso. Hoje ainda encontramos cidades que preservam suas fontes, o local onde diariamente a população ia buscar água para suas casas. A água como um meio de vida e o meio da vida.


O planeta chamado de Terra é coberto em maior parte da sua superfície, de água. O corpo humano tem um maior percentual de água. A gestação ocorre com o feto, envolto em um meio líquido, E da mesma forma, é o sangue que corre pelas veias como se fossem rios, que alimentam as casas, pequenas células, recolhe dejetos e transfere nutrientes,  que em conjunto formam um corpo vivo, um organismo a organização de células.


Para construir Brasília/DF foi necessário inicialmente construir um lago artificial, promovendo uma tentativa de equilíbrio na umidade do ar, e uma reserva de água. Natal/RN já teve seu porto, com a finalidade principal, o oferecimento de água para embarcações, que aportavam e depois prosseguir suas viagens. Represas construídas com águas de rios represados, oferecem energia elétrica para cidades localizadas a grandes distâncias, facilitando a cidadania. A água é essencial a existência de vida. Pesquisas em outros planetas, preocupam-se inicialmente com a presença de água.


As cidades com seus governos de estados e prefeituras devem oferecer um direito básico de água e saneamento. Oferecer água limpa e recolher as águas usadas promovendo saúde. Tratando as águas no oferecimento e no recolhimento, para ao final do uso devolvê las a natureza. Desde o início da história e da geografia, a água está relacionada a vida e a cidadania,


Portanto a água é um direito básico, está inserida nos corpos, e está ligada diretamente a cidadania. Não há como requerer o direito e a patente, e até uma propriedade intelectual, de uma palavra que represente água e cidadania como HIDROCIDADANIA. Grandes pensadores criaram palavras para facilitar seus pensamentos, encurtando definições ao longo de um texto. Mas até o momento, não foram vistas literaturas requerendo a autoria do uso de suas palavras. Com tanta informação disponível não há como buscar o suposto autor de uma palavra, formada por duas palavras já existentes.


Podemos citar alguns pensadores como Aristóteles em Ética a Nicômaco, onde já cita algumas definições e muitas palavras. Depois passamos para Platão com seu texto Crátilo, onde fala da correção dos nomes. Bourdieu e Foucault, pensadores mais recentes, também criaram seu vocabulários próprios, para definir seus estudos e suas pesquisas. Fato que aconteceu também com Gramsci, criando seus conceitos que foram escritos em cadernos. E alguns podem ter o mesmo ou quase o mesmo sentido como habitus de Bourdieu e discurso de Foucault, dentre os pensadores citados.  Disseram em seus escritos e seus discursos, que eram pensamentos para serem destruídos ou não publicados, e até queimados. Tinham a ideia de que poderiam ser superados. Cada um viveu seu tempo e tinha os seus objetivos.


E usando Foucault com sua arqueologia e genealogia de atos e palavras, podemos entender que as palavras são passageiras, e um dia poderão não mais existir. Mudar seus valores e seus conceitos, de acordo com o momento, com o local e com o texto. Enquanto Foucault escreveu As palavras e as coisas,  Bourdieu escreveu Coisas ditas, livros direcionados aos que não entenderam seus conceitos. Platão escreveu Crátilo como um tratado sobre a linguagem, a de sua época.


O grande exemplo da extinção das palavras, é a internet, onde símbolos, siglas e pictogramas  indicam um local e um caminho. Então chegaremos em Flusser que idealizou uma kommunikologie.

41
{{ (like/total)*100 | number:2 }}%
Avaliação:

{{ (like/total)*100 | number:2 }}%

({{ like | number:0 }})votos

{{ 1*100 | number:2 }}%

({{ like | number:0 }})votos
Free Space
Free Space
Danger
Roberto Cardoso
  191.630
  98.93%
Comentários