(Lan+Tam): Saída pela esquerda

11/04/2016

Enquanto a LATAM (Lan+Tam) posterga sua decisão de instalar-se em Hub no Nordeste, outras empresas aéreas vão preparando seus acordos e estratégias, para ganhar passageiros. Compartilham e aumentam suas rotas e suas frotas. Preparam seus cronogramas de horários coincidentes, facilitando conexões e transferências. Compartilham passageiros sem criar novas empresas.

A junção da TAM, empresa aérea nacional, com a Lan Chile, uma empresa aérea chilena, formara a LATAM. Com o argumento e a história de criar um HUB no Nordeste, a princípio em Natal/NAT, no aeroporto localizado em São Gonçalo do Amarante/RN, na onda da Copa do Mundo.Com decisões políticas, que chamaram de estratégicas, o aeroporto foi retiradode Parnamirim/RN (SBNT), onde tinha o nome de Augusto Severo, referência nacional da aviação, e foi transferido para outro (SBSG), ganhado um nome político de Aluízio Alves. E com a entrada de Recife/REC e Fortaleza/FTZ na disputa de um HUB, a indecisão tomou conta da LATAM, que toma decisões no ar, enquanto a equipe terrestre fica olhando para cima, vendo os aviões passarem no espaço aéreo de Natal.

A Azul (ideia americanizada) junto com a TAP/Air Portugal, fizeram acordos e parcerias. A TAP/Air Portugal ocupa a porta de entrada da Europa, enquanto a Azul ocupa a malha aérea no Brasil. A Azul transferiu sua base para Recife, que facilita o embarque para a Europa. E a TAP/Air Portugal que já tem seu HUB em Lisboa, também tem uma malha aérea servindo toda a Europa.

A Avianca Brasil, fez acordo com a Ethiopian Airlines, para voos em parceria. A Avianca saiu de mansinho da Colômbia e instalou-se no Brasil, engolindo a OceanAir. E a Ethiopian, uma das maiores frotas do continente africano, tem três voos semanais para São Paulo, a partir de Adis Abeba (Etiópia), onde se pode chegar na Europa e até na China.

E enxergamos agora um novo estilo de HUB, um HUB discreto em território nacional, que embarca passageiros para HUBs internacionais. Um HUB brasileiro precisa de outro HUB, em outro pais. Uma empresa sul-americana não pode ganhar todos os passageiros. E criaram aideia que poderia surgir e sobreviver sozinho, criando divisas para ot erritório brasileiro, poderia criar inúmeros empregos e diversas empresas.

Restará então para a LATAM,uma saída pela esquerda, tal como o Rei da Montanha, um desenho animado, quando se encontra encurralado. E a estratégia pode ser uma saída pelo Pacifico, com um Hub em Santiago do Chile, a terra da Lan Chile, cabendo a TAM, fazer as linhas internas no Brasil e com o Chile. Poderá ter voos para a China e para o Japão com escala no Havaí. E o marketing mostrará o quanto isto pode ser bom, para chilenos e brasileiros. Para o continente conquistado e explorado pelos europeus, seguidos pelos norte-americanos.

Saída pela esquerda, diria o Leão da Montanha; saída por bombordo diria a tripulação; e saída pelo Oeste, diriam os geógrafos e os cartógrafos. E Natal? Vai sair por onde? Continuará na eterna posição e condição, de ponto estratégico, aguardando novas invasões e novas ocupações. E quem sabe, novas enganações, já se fala em polo tecnológico,com incentivos fiscais, na cidade noiva do Sol, e enganada pelos ventos.

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