A transferência da responsabilidade

16/12/2015

Roberto Cardoso “Maracajá”

Órgãos públicos municipais e estaduais, com a finalidade e obrigatoriedade de administrar o transito, tem o compromisso e a obrigação de fazer a manutenção de ruas e avenidas, por algumas vezes nas estradas, dependendo de uma nomenclatura, e de uma jurisdição, por questões burocráticas e administrativas. Departamentos e secretarias, do serviço público que tem a obrigação e a responsabilidade, de manter as vias sinalizadas, com objetivo de evitar acidentes e criar uma segurança para quem dirige, ou para quem precisa atravessar uma via. Segurança no transito, evita resgates e custos públicos de remoção de acidentados. Evita acidentes com perda de tempo.

As passarelas podem ser uma solução para pedestres atravessar uma via com segurança, mas custam atenção, intenção e investimento público. Muito trabalho para quem não tem planejamento. Mas na ausência de passarelas, outras providencias podem e devem ser tomadas, como criar faixas de segurança para travessia de pedestres, e providenciar uma sinalização vertical e horizontal, para que os motoristas possam ter mais atenção, antes de ter a faixa avistada. Antes de acontecer imprevistos.

E na falta de sinalização, na falta de manutenção, transferem a responsabilidade para os pedestres. Fazem campanhas de segurança no transito, dizendo que os pedestres devem sinalizar para os carros em movimento, acenando indicando que tem a necessidade de atravessar. Em uma via bem sinalizada, com as regras de transito aprendidas pelos portadores de CNH. Regras ensinadas em uma autoescola e cobradas em provas práticas e escritas. Cada condutor tem obrigação de saber, e sabe, que tem a obrigação de parar ou reduzir a marcha diante de uma passagem de pedestres, a faixa de segurança para quem estando a pé, deseja atravessar. E para isto elas precisam estar muito bem sinalizadas, para evitar um perigo.

E na ausência de faixa, nas faixas mal sinalizadas, nas faixas já desgastadas e apagadas, a obrigação fica sendo dos pedestres, de sinalizarem para os condutores, dizendo com seus gestos que ali existe uma faixa, e precisam atravessar, ganhando o título honorifico de cidadão e de esperto. Uma transferência de responsabilidade. E para os motoristas a dúvida de ter ou não ter uma faixa. A responsabilidade que cai sobre o lado mais fraco.

E na fatalidade de um acidente, o nobre condutor, astuto e faceiro, com seu carro caro e possante, o seu maior patrimônio adquirido, com seu instrumento de poder, pode alegar que o pedestre atravessou a via sem sinalizar.

Em 16/12/15

Roberto Cardoso “Maracajá”

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